Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 Site da Valquíria
 Fotoblog da Renata e Valquíria
 Blog da Valquíria
 NP Design
 Jornal Literário CAJU




Blog de Renata Iacovino
 




Escrito por Renata Iacovino às 22h26
[] [envie esta mensagem
] []







Escrito por Renata Iacovino às 22h15
[] [envie esta mensagem
] []





Projeto "Galeria Literária"-2011

            “Galeria Literária” é um projeto que contempla, inicialmente, oito exposições, no ano de 2011, e destaca autores renomados da literatura nacional, tanto da poesia quanto da prosa.

            Vida e obra desses escritores são expostas, por meio de painéis e instalações que propiciarão ao público, além do acesso a importantes informações de nossa história literária, interagir com o material disponibilizado, adquirindo novos olhares sobre algo eventualmente já conhecido, explorando, assim, as entrelinhas do que está à mostra, podendo-se obter concepções diversas.

            O local escolhido é o Saguão do Centro das Artes (Rua Barão de Jundiaí, 1093, centro), espaço de fácil acesso ao público.

De junho a dezembro passaram pelo "Galeria Literária": Augusto dos Anjos, Drummond, Cecília Meireles, Ferreira Gullar, Clarice Lispector, Machado de Assis, Mário de Andrade e Vinicius de Moraes.

O Projeto é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura de Jundiaí, e o trabalho de pesquisa e coordenação é de responsabilidade das escritoras e poetisas Renata Iacovino e Valquíria Gesqui Malagoli.

 

Augusto dos Anjos:

 

   

 

 

Drummond:

    

 

 

Cecília Meireles:

     

 

 

Ferreira Gullar:

    

 

 

Clarice Lispector:

     

Machado de Assis:

  

Mário de Andrade:

   

Vinicius de Moraes:

  

 



Escrito por Renata Iacovino às 21h41
[] [envie esta mensagem
] []





ARTE EM AÇÃO realiza o "Praça Viva 2011" nos dias 29 e 30 de abril de 2011

As várias formas de arte se espalharam pela praça e pelas almas das pessoas!

 

Varal Literário: um sucesso todos os anos                                           Textos e poesias do Brasil e do exterior

     

Este foi o ano de maior participação dos escritores                                    Oficina de máscaras

   

Ninguém resistiu em tirar uma foto com os figurinos disponibilizados             Mudas doadas aos que participavam da oficina de pintura

  

Oficina de desenho também atraiu públicos diversos                                Valquíria numa criação artística coletiva com seu pai. sr. Orlando

    

                                                                       Música de todos os estilos agradou o público

   

A comunidade nipo-brasileira marcou presença em mais um ano                    E os corais também alegraram a manhã de sábado

   

O pessoal da capoeira chamou o público para perto                                     Palhaçadas: diversão garantida

    

A pintura atraiu grande público                                                             E no intervalo os atores posam para o cidadão desenhá-los   

Oficina de poesia...                                                                                         ... e de argila

    

A criançada pintou e bordou                                                Eu e Valquíria, entre o trabalho e a diversão

 

 



Escrito por Renata Iacovino às 21h29
[] [envie esta mensagem
] []





Show da Banda inVERSO no Villa Pizza Bar (Jundiaí) em 19/10/11



Escrito por Renata Iacovino às 20h26
[] [envie esta mensagem
] []





Show da Banda inVERSO no Villa Pizza Bar (Jundiaí) em 27/07/11



Escrito por Renata Iacovino às 20h25
[] [envie esta mensagem
] []





Ensaio da Banda inVERSO

  

Allan e Cassiano                                                                                                          Renata e Leandro



Escrito por Renata Iacovino às 20h23
[] [envie esta mensagem
] []





Brócolis, brocos e afins

Ao pedir o macarrão alho e óleo acompanhado de brócolis, veio a observação verbal de que aqueles brócolis eram “os de verdade”.  Nem perguntei o que era “de verdade”, pois entendi a linguagem do proprietário do restaurante. Ele estava se referindo àqueles que conheci em minha infância e que via nas bancas da feira livre em que ia com minha avó. Depois vieram outros... Mas o sabor daqueles é o que desperta o apetite de minha memória.

Outros brócolis surgiram, assim como outro tomate, outra couve... As modalidades se multiplicaram, distribuídas em inúmeras marcas. A proliferação das marcas é coisa da “modernidade”.

Com isso, o que era “de verdade”, perdeu-se no tempo, misturado a tantas outras coisas e, às vezes, até tornou-se obsoleto. Muitos desapareceram.

Sinal dos tempos (da falta dele), da involução, da perda de identidade.

Mas... voltando a ela, o que é a verdade? Se nunca foi possível apalpá-la, cheirá-la, de tão camaleônica, canastrona e indefinida que é, imagine em tempos de tecnologia altamente desenvolvida...

Como é possível distinguir imagens e palavras que correm por um local irreal, que se apresentam somente por meio de uma tela, furtando-nos a oportunidade do toque, do olfato, ocupando sobremaneira nosso campo visual, que não mais discernimos as verdadeiras cores, as nuanças? Como saber se existem ou não? É o momento touch screen nos distanciando do apalpar profundo.

A distorção de imagens, a distorção da língua, a distorção de sentimentos, a distorção da realidade, a distorção do que somos, a distorção do que devemos ser, tudo vai compondo um único bloco, uma massa insípida e despersonalizada, revestida de obviedades e paraísos artificiais.

E por que penso sobre isso, se até o pensar tornou-se ultrapassado, inadequado, dentro de uma comunidade devoradora de inconsistências? Talvez porque eu faça parte dessa geração que ficou no meio do sanduíche, com um pé lá, outro cá. Talvez porque eu seja saudosista. Talvez porque eu seja realista. Talvez porque eu pense. Pense e só. Basta.

Mas qual é a verdade? O que é a verdade? Esses não são tempos de perguntas difíceis, mas de soluções rápidas, de saídas pragmáticas. Tempos de materialismo, com brócolis que nos confundem, mas que ao menos ainda nos fazem refletir...



Escrito por Renata Iacovino às 20h01
[] [envie esta mensagem
] []





Paradoxos e opostos

Em outros de mim encontro o que é ficção e o que é realidade.

            Pois é disto que somos feitos, não? Alguns mais de um, outros mais de outro.

            E nesse equilíbrio fingimo-nos e revelamo-nos, descuidamo-nos e desvelamo-nos, despindo-nos de definições e identidades.

            Em outros de mim me arremesso no fundo ou boio na superfície com a mesma intensidade.

            Visto uma face tolerante, antes intolerante; uma outra decidida - a que já fora insegura; outra ainda tão descrente, contradizendo um passado pio; e mais outra obediente, desafiando o que outrora se fez rebelde. E tudo isto, estagnado em paradoxos, reverte-se em pares e, mais, aglutina-se como personalidade una, indivisível.

            Quantos ainda brotarão? Quais morrerão?

            Minha nova mistura depende do oxigênio que paira nos escombros da subumanidade, engolida pelo primitivismo antiatávico.

            Minhas possibilidades vão na linha oposta dos impostores bem intencionados; minhas regras são réguas desmedidas e desmistificadas, sem início nem fim, mas com um meio interminável.

            Meus meios são frutos maduros que eu descasco para convencer os outros e a mim de que esse também é um caminho possível.

            Conjugo na primeira pessoa, mas vez por outra me pluralizo, quando esqueço de meus instintos essencialmente humanos. Aí me transformo em ser da melhor espécie, sem as peripécias e mirabolâncias próprias de quem se privatiza. E então não me privo.      Não me privo de viver. Porque não basta respirar para estar vivo. Nem espreguiçar. Tampouco comer. A fome que não se mata vai além de nosso corpo, mas bichos racionais que somos não queremos mais do que abrir os olhos de manhã.

            E aí ficamos "com a boca escancarada/cheia de dentes/esperando a morte chegar", como sentenciou Raul Seixas.

            Antes de morrer vivendo e de viver morrendo, diariamente, numa rotina mórbida, tento desesperadamente me multiplicar, me transmutar, como cigano, sendo "raso, largo, profundo", "a cegueira da visão", "a mão do carrasco", "a beira do abismo", "a placa de contramão", "o blefe do jogador"... Minha mística real e ficcional é o que me sustenta.



Escrito por Renata Iacovino às 20h01
[] [envie esta mensagem
] []





Outros de mim

Na ponta da minha baioneta nasce uma frase torta, uma intenção semipronta.

Na lâmina do meu bisturi dá-se à luz uma grinalda tecida de metáforas, antíteses e melodias.

Em meu cetro carrego as derrocadas vitoriosas de surpresas e obviedades.

Em cada canto de meu mantra assovia longe um monge ocidental e cativo.

Materializada em espinhos e dormentes vou tecendo meus meandros, os íntimos e os escancarados.

Pulso como se coração tivesse, pleno. Pulso como se tivesse coração pleno.

Nas escadarias que levam ao meu sótão, tão só posso estar, apenas se quiser, só tão...

Nas armadilhas que ensaio para minha alma não cair, caio de boca e rio com os dentes à mostra.

À forca levo-me à força, como exercício diário de resignação.

Meu pelotão está sempre a postos, mesmo que em postas.

Sigo a trilha, sigo, sigo, o id e o ego superidos. Superego superado.

Busco o milésimo e abato o século – o tempo me engole em sua onipotência, tal qual efervescência quilatada em intervalos nevrálgicos.

A visão turva do deserto me persegue, e eu a persigo, e ela me persegue, e eu a persigo, e ela persevera, e eu persevero, e ela persevera.

Qualquer verossimilhança é mórbida consistência...

De mim.

Eu determino, eu me submeto, subterfujo-me, fujo, subterraneamente, vou ao furúnculo indesejado, apalpo a massa, embebedo-me de sangria sã.

Rechaço o cansaço de morte e ressuscito. Ilesa em meus tentáculos e certeira em minhas ventosas, vou conicamente viável ao cerne do outro... Do que me lê, em todas minhas entrelinhas, ranhuras, dobraduras, como uma moenda que exaure excessos.

Na minha tormenta impessoal e transferível, contamino os outros de mim. E a bactéria se dissemina querendo ser vírus. E eu degluto todos. Instantâneo ato biológico e inevitável. Como eu.

Reminiscências enclausuradas mastigam minha resistência. Mas eu desisto. Mas eu resisto. Mas eu desisto. Mas eu resisto.

Insisto em quase nada, que é o bastante para eu sobreviver.

Colho a japoneira em inverno tão aconchegante. Que elegante. Que frágil momento.

É um arriscar constante, é um riscar de pétalas que se vão com o toque.

Com a ponta dos meus dedos inscrevo seu nome, perpetuando minha existência.

Perpetuando minha existência, pontuo o final.

Pontuo o final.

Inscrevo seu nome.

Pontuo o final.



Escrito por Renata Iacovino às 20h00
[] [envie esta mensagem
] []





Espinho, folhas e flores

"Tome um homem seu violão, cante pelas ruas como um antigo trovador da Idade Média a beleza das flores, a efemeridade da vida e a angústia metafísica da morte, e esse será o retrato de Nelson Cavaquinho". Com estas palavras, José Ramos Tinhorão descreveu um dos maiores compositores brasileiros. Disse ainda: "ele cantou a saga do homem que vive em estado de poesia".

            Como não se emocionar com a beleza da polissemia apresentada nestes versos?:   "Quando eu piso em folhas secas/Caídas de uma mangueira/Penso na minha escola/E nos poetas da minha Estação Primeira(...)".  Ressalta-se a parceria, aqui e em tantas outras, com Guilherme de Brito. É de ambos e de Alcides Caminha A Flor e o Espinho: "Tire o seu sorriso do caminho/Que eu quero passar com a minha dor/Hoje pra você eu sou espinho/Espinho não machuca a flor(...)".

            Parceiro e amigo de Cartola, outro gigante compositor-poeta, Nelson é reverenciado e interpretado por gerações distintas de músicos, tendo suas músicas gravadas por centenas deles.

            Em Luz Negra (com Amâncio Cardoso) expõe a fatalidade da vida: "(...)A luz negra de um destino cruel/Ilumina o teatro sem cor/Onde estou desempenhando o papel/De palhaço do amor".

            Nascido a 29 de outubro de 1911, em 2011 comemora-se o centenário de seu nascimento. Uma das homenagens foi prestada pela escola de samba a qual dedicou boa parte de sua vida, a Mangueira, que desfilou com o samba-enredo O filho fiel, sempre Mangueira.

            Falar de suas composições pede que as ouçamos, pois o lirismo está presente na poesia melódica com a qual tecia o diálogo dessas linguagens.

            Numa abordagem constante sobre a morte, sabia cobrir de beleza o tema: "(...)Por isso é que eu penso assim/Se alguém quiser fazer por mim/Que faça agora/Me dê as flores em vida/O carinho, a mão amiga/Para aliviar meus ais/Depois que eu me chamar saudade/Não preciso de vaidade/Quero preces e nada mais".

            Despojado de vaidade, perguntado ao boêmio quais seus planos, respondeu: "O Gudin vai passar aqui para me pegar e vamos beber no Bar do Alemão". O local, tradicional reduto de compositores, em São Paulo, e de propriedade do músico Eduardo Gudin, era um dos locais preferidos de Nelson, antes de seu falecimento, em 1986, e reunia novas gerações de sambistas paulistas, que se encontravam com a velha guarda carioca.



Escrito por Renata Iacovino às 19h59
[] [envie esta mensagem
] []





Atônitos e autômatos

Não só as relações de hoje em dia se revestem da ditadura da superficialidade.

Tudo parece ser conduzido pelo condão da efemeridade.

Produtos que antes adquiríamos e chamávamos de bens duráveis eram, de fato, duráveis. Hoje este conceito está ultrapassado. Não é possível classificarmos um bem como durável ou não durável. Nenhum é durável.

E como as relações humanas também se tornaram um bem (ou um mal?!), uma coisa – denominação justa e apropriada a tudo o que é inanimado ou não –, são descartadas como a bateria do celular, o despertador de R$1,99, os óculos vendidos em ambulantes, ou os livros de conteúdo duvidoso lançados a mancheias.

Uma necessidade sucessiva de substituição de coisas colocou-me em desespero momentâneo, e aí percebi: não pertenço à geração do descarte, sou de outra época. Adaptar-me à forçada troca de objetos é contra minha natureza.

Resmungo, afinal nem bem algo chega, está indo embora.

Por isso não temos mais memória. Como criar um vínculo com algo se nem bem nos acostumamos e isso já nos é subtraído? Como conhecer, compreender, interagir, se a regra é descartar, é se relacionar apenas de forma utilitária?

Após ver minha máquina de lavar, adquirida há menos de três anos, ser vítima de um mau súbito, soube, pelo técnico, que isto é comum. “Isto” o quê?, indago, sem entender. A quebra da dita cuja nesse prazo. E devo me conformar, pois as que estão sendo lançadas agora não possuem tal durabilidade.

Meu computador, que quando da aquisição, há oito anos, apresentava um desempenho exemplar, faleceu, pifou, cansado. Ouvi que sua vida útil correspondeu ao previsto. E eu que mantenho roupas, discos e objetos de alguns bons anos atrás... Cada um deles contribuiu para os valores dos quais me sirvo para pensar, ouvir e ter senso crítico. E agregam uma história – outro quesito em extinção.

Então... o mundo anda atrás de afetividade. O mesmo mundo que a expurga. Não estou fora dele.

Vazios de sentimentos e diálogos, o sangue que corre em nossas veias é frio e se coaduna com as telas de cinema a mostrar filmes que primam pela ação e por efeitos especiais desprovidos de cunho reflexivo, emburrecendo-nos e consumindo-nos dia a dia.

A mediocridade desapercebida e a prepotência alienada alimentam a apatia necessária à submissão ao universo da automação.



Escrito por Renata Iacovino às 19h58
[] [envie esta mensagem
] []





Uma meta do poeta

"Uma lata existe para conter algo/Mas quando o poeta diz "Lata"/Pode estar querendo dizer o incontível".

            Decorrido mais de um ano, após ter escrito estes versos, Gilberto Gil retomou a criação de "Metáfora", música de cunho metalinguístico, em que buscava "poetar o poetar", como declarou.

            Então foi adiante: "Uma meta existe para ser um alvo/Mas quando o poeta diz: "Meta"/Pode estar querendo dizer o inatingível".

            Vem-me à mente "Maracatu Atômico", de Mautner e Nelson Jacobina: "No fundo do para-raio, tem o raio, tem o raio/Caiu da nuvem negra do temporal/Todo quadro-negro, é todo negro, é todo negro/E eu escrevo o seu nome nele só pra demonstrar o meu apego", o que me faz recorrer ao poeta francês Mallarmé: "não é com ideias que se fazem versos: é com palavras".

            Em "Itinerário de Pasárgada", Manuel Bandeira reafirma isto e complementa: "Mas ao mesmo tempo compreendi, ainda antes de conhecer a lição de Mallarmé, que em literatura a poesia está nas palavras, se faz com palavras e não com ideias e sentimentos, muito embora, bem entendido, seja pela força do sentimento ou pela tensão do espírito que acodem ao poeta as combinações de palavras onde há carga de poesia.".

            "Por isso, não se meta a exigir do poeta/Que determine o conteúdo em sua lata/Na lata do poeta tudonada cabe/Pois ao poeta cabe fazer/Com que na lata venha caber/O incabível". Segundo Gil, sua "Metáfora" direcionou-se a uma certa patrulha ideológica que exigia que as composições fossem feitas com conteúdos políticos e sociais; ele respondeu clamando pela liberdade da poesia, afirmando que esta pertence ao mundo da indeterminação, da incerteza e do paradoxo.

            Voltando a Bandeira: "Afinal em poesia tudo é relativo, a poesia não existe em si: será uma relação entre o mundo interior do poeta com a sua sensibilidade, a sua cultura, as suas vivências, e o mundo interior daquele que o lê".

            Quando gravou a música, Gil manteve a grafia "tudo-nada", indicando oposição, e ao mesmo tempo, condensação dos sentidos. Mas, no original, compôs "tudonada" que, enfim, saiu publicado no livro "Todas as Letras", sugestão de seu organizador, Carlos Rennó.

            Conclui-nos Bandeira: "...ia-me eu embebendo dessa ideia que a poesia está em tudo - tanto nos amores como nos chinelos, tanto nas coisas lógicas como nas disparatadas.".



Escrito por Renata Iacovino às 19h57
[] [envie esta mensagem
] []





Pequenas violências

A violência sofrida e cometida por nós está no dia a dia. Não se encontra unicamente em crimes reconhecidos por lei, mas reside em atos aparentemente inofensivos, que tomam uma proporção gigante e acabam por influenciar o curso de nossa história, negativa e – aparentemente – irreversivelmente.

Dessas pequenas violências cotidianas brotam – e proliferam – as grandes violências, conhecidas por todos nós; como o desrespeito, a agressão física, a discriminação, o homicídio, o roubo, o tráfico, o latrocínio, o estupro...

O que leva uma sociedade a tal colapso de conduta? Que fatos impedem a Educação de realmente fazer seu papel? Quais práticas descarrilaram, rendendo-se a um novo estilo de vida?

As respostas podem ser inúmeras, ou pode ser nenhuma.

Esse existencialismo acentuado por vezes pode apontar para um ceticismo exagerado. Mas... é a minha natureza. É assim que consigo refletir, tentar remexer no que está inerte.

A inércia talvez seja um dos (não) movimentos cotidianos que desembocará numa atitude violenta. Dela vem a anodinia, uma patologia social bastante em moda ultimamente. Cultivada sem perceber e descontroladamente. Sim, a insensibilidade impera nesta era.

E ela gera algumas ausências. Ausência de gentileza, ausência de solidariedade, ausência de altruísmo, ausência de empatia, ausência de tolerância, ausência de diálogo, ausência de humanismo, enfim, ausência.

Há bem pouco tempo nenhuma dessas ações era difícil de ser praticada. Hoje, são raridades a gritar quase que mudamente aqui e ali.

As pequenas violências cotidianas são aparentemente inofensivas e, algumas vezes, não são levadas a sério.

Mas como dito no início, somos receptores de algo e também praticantes desse algo. Vítimas e algozes. O tempo atual nos cobra fugacidade, superficialismo, utilitarismo, individualismo... e quando vemos torna-se irresistível não ceder aos apelos da modernidade e seus modismos, do materialismo e sua infinitude perversa, da busca incessante pelo distante de mim, embora eu esteja ensimesmado...

E então, no desespero, busca-se a autoajuda, a religião, o consumismo, tudo que pode parecer nos indicar um caminho para a felicidade, ou para alguma solução.

E assim vamos... nos violentando com teses frágeis e, por vezes, inescrupulosas, para que todos os fins justifiquem os meios.



Escrito por Renata Iacovino às 19h56
[] [envie esta mensagem
] []





Oficina "Aprender e brincar"

Em nossa última oficina de 2010 na Biblioteca Pública Municipal Prof. Nelson Foot, realizamos uma CAntação de História, ou seja, uma história contada e cantada.

As palavras "aprender" e "brincar" estão presentes em todas as atividades que realizamos com as crianças.

O que deu origem a esta oficina foi o CD "Aprender e brincar - CAntação de História", com treze canções, cujas letras são de autoria da Valquíria, bem como o enredo e a narração. Melodias, voz e violão ficaram por minha conta.

A turminha presente na oficina curtiu bastante a história e as músicas e, claro, nos acompanhou o tempo todo, utilizando vários instrumentos que levamos e que foram construídos com material de sucata. E ao final, cada um levou pra casa um exemplar de nosso CD. Diversão garantida!

   

A "clava" foi um dos instrumentos praticados                                               Tampinhas de garrafa pet e latinhas: de tudo se tira som

    

E olha aí o pau de chuva e o som do mar: a água presente                          Ao final, todos no palco, para apresentação da última música



Escrito por Renata Iacovino às 00h16
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]