Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 Site da Valquíria
 Fotoblog da Renata e Valquíria
 Blog da Valquíria
 NP Design
 Jornal Literário CAJU




Blog de Renata Iacovino
 




Escrito por Renata Iacovino às 11h06
[] [envie esta mensagem
] []







Escrito por Renata Iacovino às 11h02
[] [envie esta mensagem
] []





Entrevista na Rádio Cidadã - Programa Toque Clovis Ribeiro

https://www.youtube.com/watch?v=dxbRZo8Annw&feature=youtu.be



Escrito por Renata Iacovino às 11h01
[] [envie esta mensagem
] []







Escrito por Renata Iacovino às 08h47
[] [envie esta mensagem
] []





Novo CD de Renata e Valquíria tem show de estreia dia 26

 

O mais recente CD autoral de Renata Iacovino e Valquíria Gesqui Malagoli está sendo distribuído pela Cacimba Discos Produções em lojas físicas e em plataformas de música, desde o primeiro semestre, dando oportunidade do público ter acesso a este trabalho.

No entanto, o show "translúdico" terá sua estreia neste mês e Renata será acompanhada por uma banda de sete músicos, banda esta que imprime sua marca a cada composição.

"Mesmo as músicas sendo inéditas, buscamos criar sobre os arranjos existentes no CD, mas sem perder a essência.", lembra Renata.

Por ser um trabalho que apresenta sonoridades e ritmos diversos, a lapidação em torno das composições foi um dos principais aspectos explorados pelo grupo.

Blues, samba, reggae, rock, baião, pop, tudo vai se alinhavando ao longo da apresentação.

Para os músicos, que também tocam em outras bandas e participam de outros projetos, foi uma experiência única e bastante prazerosa.

"Ouvir o resultado daquilo que criamos sem imaginar, antes, que dimensão tomaria, é muito gratificante! Cada um colocou a sua experiência e a sua concepção no decorrer dos ensaios, mas é nítido que, embora com vivências diferentes, a unicidade é o que prevaleceu, atingindo uma sonoridade com identidade bem própria.", declara Valquíria, que assina todas as letras, além de duas das músicas.

No repertório do show constam todas as músicas do CD "translúdico" e ainda três músicas do CD anterior da dupla.

A banda é composta por: Marcelo Fernandes (piano/teclado), Maurício Zucarelli (guitarra), Allan Machado (bateria), Cassiano Barão (contrabaixo elétrico e acústico), Jean Bertoli (saxofone), Rafael Bonanome Braz (trompete) e Paulo Tega (trombone), sendo que estes três últimos também se revezam na percussão.

O show tem entrada gratuita e acontecerá no Museu Histórico e Cultural de Jundiaí (Solar do Barão), dia 26 de setembro, às 19h30.

Para saber mais a respeito deste e de outros trabalhos, basta acessar a fanpage https://www.facebook.com/oficialrenataiacovino?ref=profile

Esta apresentação tem o apoio da Cacimba Discos Produções e da Prefeitura de Jundiaí/Museu Histórico e Cultural de Jundiaí.



Escrito por Renata Iacovino às 08h45
[] [envie esta mensagem
] []







Escrito por Renata Iacovino às 08h44
[] [envie esta mensagem
] []







Escrito por Renata Iacovino às 21h28
[] [envie esta mensagem
] []







Escrito por Renata Iacovino às 21h25
[] [envie esta mensagem
] []





CD "translúdico" traz novo trabalho autoral de Renata e Valquíria

Acaba de sair do forno o mais recente CD que traz composições da parceria entre Renata Iacovino e Valquíria Gesqui Malagoli, que anteriormente lançaram o CD "inVERSO", além de 3 CDs para o público infantil.

A marca da dupla é a incansável inventividade, e por isto a palavra que dá título ao CD é um neologismo que transita no clima existente em todas as canções do trabalho.

As letras, todas de autoria de Valquíria, apresentam aspectos que são motivo de reflexões e vivências diárias de todos nós, no entanto, o conteúdo real, por vezes, está mais nas entrelinhas, dando espaço a abordagens lúdicas e surreais de pensar sobre tais questões.

"translúdico" traz arranjos de cunho bastante contemporâneo, sem deixarem de ser atemporais. Tendo a MPB como alicerce, podemos encontrar variados ritmos que desfilam ao longo do CD. Blues, samba, reggae, rock, baião, toada, pop, tudo vai se alinhavando de maneira a nos trazer a sensação de querer ouvir mais e mais.

Renata compôs (e também interpreta) as músicas, mas desta vez dividiu com Valquíria a parceria em duas delas, as faixas Em cadeia e Encantado.

O CD foi gravado no estúdio Batuke, em São Paulo e contou com o competente trabalho do produtor, engenheiro de som e músico Sergio Cruz, responsável pela produção musical, arranjos, mixagem e masterização, além de ter tocado em todas as faixas.

Enquanto Renata ensaia com a banda para o show de lançamento de "translúdico", os interessados em adquirir o CD podem entrar em contato com a Cacimba Discos Produções pelos endereços eletrônicos https://www.facebook.com/cacimbadiscos.producoes?fref=ts ou www.cacimbadiscos.com.br ou ainda pelo e-mail cacimbadiscos@gmail.com e telefones (11) 2548-8418 / 9 8606-4357.

Para acompanhar o trabalho da artista basta acessar a fanpage https://www.facebook.com/oficialrenataiacovino?ref=profile

O show já possui uma data agendada, em Jundiaí, no Museu Histórico e Cultural de Jundiaí (Solar do Barão): dia 26 de setembro, às 19h30.

Quem desejar conhecer mais sobre os projetos já desenvolvidos pelas autoras que têm longa estrada nos segmentos da literatura e da música pode visitar o site  www.valquiriamalagli.com.br



Escrito por Renata Iacovino às 21h22
[] [envie esta mensagem
] []





História de qualquer um

... e foi uma infância recheada de brincadeiras de rua e na rua, escalada em morros e nas árvores mais altas possíveis, brincadeira de cientista, de panelinha com comidinha de matinho, de lousa, de ovo de Páscoa escondido atrás dos arbustos no quintal, de avô vestido de Papai Noel, de coleção de chaveiros e selos, das melhores comidas feitas pela mãe, de jogar muita bola, piscina, mar, sol, chuva, aniversários em família, visitas à bisavó em Campinas, ida à estação ferroviária nos finais de tarde esperar o pai chegar do trabalho, pizza às sextas-feiras em fôrma retangular, voltas intermináveis de bicicleta indo desembocar lá na adolescência.

         Estudos, relações, descobertas, MPB, literatura, amizades, amores, shows, livros, bares, violão, cartas, gatos, gosto pelo novo, sensação de descoberta, festas, Serra do Japi, São Paulo, discos, despedidas, trabalho, esporte, fôlego, ousadia, pontualidade, verdade, mentira, excessos, ausências, plenitudes, viagem, nova etapa, moto, faculdade, emprego...

 

         Depois... ah, depois é o depois. Universo diverso, mil e uma caras, lugares, noite, pessoas, bebidas, responsabilidade, aulas, leituras, marxismo, greves, funcionário de banco, amores, descobertas, decepções, encontro com a felicidade, medo, certeza, música, canto, cabelos brancos, solidarizar-se, perda, renasceres, ocasos, acasos, conquistas, embates, personalidade, política, estrelas no céu, esperança, construção, realização, horror, bondade, abraço, contradições, mudança, incertezas, certezas, vácuos, silêncios, múltiplas visões, relativização, generalizações, senso comum, alienação, ideologia, música, literatura, alguém, encontro comigo, e a sensação de que esta história é minha, mas pode ser de qualquer outro também. 



Escrito por Renata Iacovino às 21h20
[] [envie esta mensagem
] []





Haicais

Breve halo de essência

Vida desce pelo ralo

Fatal iminência

 

No ninho me aninho.

Regresso à vida possível.

Morte jaz lá fora.

 

Primavera no ar

Sono no quarto do nono

Bem-te-vi na antena

 

Relações humanas

Gota d'água, insanidade

 

Tempo do não tempo



Escrito por Renata Iacovino às 21h16
[] [envie esta mensagem
] []





Tanto

Hoje quero um poema alienado

Um grito enclausurado

A máxima do impossível!

Hoje não mais cheiro de chuva

Não mais capim sob os pés

Hoje a natureza é morta

E eu um resto qualquer.

Hoje me desfaço aos pedaços

E absorvo os restos do fracasso

Tudo é o mesmo

Tudo é nem quase

E eu nem isso..

Hoje pode ser ontem

Ou amanhã

Tanto faz

O pouco

O muito

O tanto

 

Eu



Escrito por Renata Iacovino às 21h14
[] [envie esta mensagem
] []





Reverberações de ontem e de hoje

“Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto ao mar”. Conheci estes versos de Sophia Mello Breyner, assim como me choquei com “Eu vou te contar que você não me conhece, e eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve. A sedução me escraviza a você e ao fim de tudo você permanece comigo, mas preso ao que eu criei, e não a mim.”, de Fauzi Arap, por meio de uma voz.

Literatura e artes cênicas se entrecruzando. Quem me proporcionou isto... foi a música.

O “Poema do Menino Jesus” acho que abriu esse leque, fértil e despretensioso; extraído do mestre dos mestres (Álvaro de Campos, “Mestre, meu mestre querido,/Coração do meu corpo intelectual e inteiro!/Vida da origem da minha inspiração!/Mestre, que é feito de ti nesta forma de vida?”): Alberto Caeiro, um dos Pessoa. Vários dos seus habituei-me a ouvir e, assim, conhecer.

“Conta a lenda que dormia/Uma Princesa encantada/A quem só despertaria/Um Infante, que viria/Do além do muro da estrada./Ele tinha que, tentado,/Vencer o mal e o bem,/Antes que, já libertado,/Deixasse o caminho errado/Por o que à Princesa vem.”, por Ricardo Reis, uma das personalidades que encantou e seduziu Mário de Sá-Carneiro.

“Era disso que eu tinha medo: do que não ficava pra sempre.”... impressionei-me com Antônio Bivar.

“Depois de uma tarde de ‘quem sou eu’ e de acordar à uma hora da madrugada ainda em desespero – eis que às três horas da madrugada eu acordei e me encontrei. Sim, eu me encontrei. Calma, tranquila, plenitude sem fulminação. Simplesmente isso. Eu sou eu. E você é você. É lindo, é vasto, vai durar. Por enquanto tu olhas para mim e me amas. Não: tu olhas para ti e te amas. É o que está certo.”, mergulhei na águas vivas de Clarice Lispector.

“Sempre pensara em ir/caminho do mar./Para os bichos e rios/nascer já é caminhar./Eu não sei o que os rios/têm de homem do mar;/sei que se sente o mesmo/e exigente chamar./Eu já nasci descendo.”, palavras que complementam meu viver e me fazem respirar, nas linhas de João Cabral.

Assim é a música, assim é a poesia.

Na voz de uma intérprete – que sempre muito mais que cantou – tive acesso, na adolescência, a tanta poesia que ainda hoje busco decifrar e que também ajuda a me decifrar.

 

“Agora que agora é nunca/agora posso recuar/agora sinto minha tumba/agora o peito a retumbar”, reverbera Arnaldo Antunes, ele também na voz de Bethânia.



Escrito por Renata Iacovino às 21h13
[] [envie esta mensagem
] []





Haicais

Animal é presa

Natureza resiliente

Homem, ser algoz

Individualismo

Eis caos na Terra entre os Homens

Morte do Humanismo

 

Amares diversos

Poliglota paladar

Kama Sutra no ar

 

Vida é carnaval

Mil fantasias por dia

Enredo irreal

 

 

 

 



Escrito por Renata Iacovino às 19h46
[] [envie esta mensagem
] []





Em mim

Atravesso o caminho sorumbático,

vou levando o que sobra cá, em mim...

De um tempo outrora, assaz, tão emblemático,

pululam restos de um amargo fim.

 

Entre a ascese e o diálogo socrático,

em meio ao carnaval de tom carmim,

perdi-me e reencontrei-me quase errático...

tentando me provar para que vim.

 

Tomo um gole de minha insensatez,

driblo o que de mim é em mim deserto,

descarto qualquer sombra de altivez...

 

O medo – alvo e secreto – está por perto.

O decúbito nasce mês a mês.

A estação derradeira – fado certo!



Escrito por Renata Iacovino às 19h43
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]